quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Filosofia - Profª Margarete - 1ª série EM

Texto:
A Filosofia e o Homem/Natureza
A muito tempo a filosofia vem sendo ignorada e sofrendo preconceito quando a sua utilidade e seu objetivo, sendo marginalizada diante as demais ciências do conhecimento, pois não é uma ciência exata ou técnica, por isso é desprezada.
Mais a filosofia tem muitos objetivos, dentre eles estimular a consciência, o pensamento e alimentar sempre uma posição questionadora do homem.

A filosofia proporciona ao ser humano o desejo do conhecimento de si próprio, faz com ele reflita sobre sua posição no universo, em busca da verdade e almejando uma utopia. Ela mostra que o homem foi dotado de pensamento e palavra, as maiores armas que se pode utilizar. É unicamente pela habilidade de se comunicar verbalmente, que os Homens podem pensar o comum, isto é, conceitos comuns, aqueles conceitos pelos quais se torna possível a convivência humana, na forma de uma vida social e política. De acordo com Aristóteles: “Isso tudo está contido no simples enunciado: o homem é um ser vivo dotado de linguagem. ”
Apenas ao Homem foi dado o dom da palavra, para que se informe sobre o que é útil e prejudicial. Ele pode pensar e falar, e poder falar significa ser notado, se tornar visível. O Homem, entre os demais seres da natureza, se encontra em uma constante evolução, por ser dotado de uma consciência intencional.
É de Aristóteles a definição clássica do homem como o ser vivo que possui logos. Na tradição do Ocidente, essa definição foi canonizada com a forma: o homem é o animal racional, o ser vivo racional, o ser que se distingue de todos os outros animais pela capacidade de pensar.
Para Aristóteles, a natureza progride paulatinamente das coisas inanimadas para as criaturas vivas. Ao reino das coisas inanimadas segue-se primeiramente o reino das plantas, que, “em relação ao reino das coisas inanimadas, parece quase animado, e em relação ao reino dos animais parece quase inanimado“. Finalmente, Aristóteles divide o reino das criaturas vivas em dois subgrupos, o dos animais e o do homem.
O homem cresce e se alimenta como as plantas, tem sentimentos e capacidade de locomoção como os animais, mas possui além de tudo isto uma característica muito especial que só ele tem: a capacidade de pensar racionalmente.
Em épocas remotas, o Homem se alimentava de carne pela necessidade da fome, porém em um dado momento, matar o animal não significava saciar a fome e sim um símbolo de poder e conquista. O homem ao transcender a natureza e ao conhecer seu potencial ficou: orgulhoso e vaidoso, se apegou à cobiça, preguiça, luxúria, inveja e a ira básica da separação simbiótica, para assumir sua maturidade e a sexualidade que representa as relações emocionais que mantemos nos diversos papéis que desempenhamos.
Hoje em dia existem meios tecnológicos que permitem ao indivíduo atuar sobre a natureza e, de alguma forma pensar sobre ela. Há cada vez menos fauna e flora. O Homem está abrindo mão da natureza que tanto o ajudou a evoluir pelo desenvolvimento industrial, que contribui cada vez mais para a morte do planeta.


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