segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Textos de Filosofia - 2ª séries EM - Profª Margarete

Texto 1
                                           Atividades do intelecto
           Há várias maneiras de dividir as atividades do intelecto, para tornar mais simples escolhemos, da tradição filosófica as seguintes: Razão, percepção, juízo, imaginação e memória.   

Razão: Por meio da razão, que é logica, nós temos a regra para os cálculos em nosso pensamento, organizamos informações, montamos estratégias e articulamos palavras.

Juízo: É a atividade intelectual de escolha, avaliação e decisão. Por meio do juízo decidimos e escolhemos o rumo de nossas vidas.

Percepção: É o exame das sensações, podemos partir disso para conhecer o mundo. Por meio da percepção, nós não apenas ouvimos o som de uma festa, mas podemos compreender o ritmo, verificar se as pessoas estão felizes e enxergar seus movimentos de dança etc.

Imaginação:  A imaginação encontra um lugar muito importante na filosofia contemporânea. A imaginação como criação de imagens que podem libertar o indivíduo da relação imediata com o mundo. A imaginação desenvolve os indivíduos e pode leva-los a fazer as mais diferentes proposições. Podemos imaginar um mundo melhor, podemos imaginar as dores que outras pessoas sentem, a presença de quem não está perto etc.

Memória: A memória não é apenas acessar um conhecimento do passado, mas é a possibilidade efetiva de vivermos de novo o que aconteceu ou o que aprendemos. Nosso corpo guarda o passado e, por isso, lembrar é reviver.


Texto 2
O Eu Racional
René Descartes (La Haye en Touraine, 31 de março de 1596Estocolmo, 11 de fevereiro de 1650[1] ) foi um filósofo, físico e matemático francês.[1] Durante a Idade Moderna, também era conhecido por seu nome latino Renatus Cartesius.
Notabilizou-se sobretudo por seu trabalho revolucionário na filosofia e na ciência, mas também obteve reconhecimento matemático por sugerir a fusão da álgebra com a geometria - fato que gerou a geometria analítica e o sistema de coordenadas que hoje leva o seu nome. Por fim, foi também uma das figuras-chave na Revolução Científica.
Descartes, por vezes chamado de "o fundador da filosofia moderna" e o "pai da matemática moderna", é considerado um dos pensadores mais importantes e influentes da História do Pensamento Ocidental. Inspirou contemporâneos e várias gerações de filósofos posteriores; boa parte da filosofia escrita a partir de então foi uma reação às suas obras ou a autores supostamente influenciados por ele. Muitos especialistas afirmam que, a partir de Descartes, inaugurou-se o racionalismo da Idade Moderna.[2] Décadas mais tarde, surgiria nas Ilhas Britânicas um movimento filosófico que, de certa forma, seria o seu oposto - o empirismo, com John Locke e David Hume.

O Discurso sobre o método, é um tratado matemático e filosófico de René Descartes, publicado em Leiden, na Holanda, em 1637. Ele inicialmente apareceu junto a outros trabalhos de Descartes, Dioptrique, Météores e Géométrie. Uma tradução para o latim foi produzida em 1656, e publicada em Amsterdam.
Constitui, a base da epistemologia do filósofo, sistema que passou a ser conhecido como cartesianismo. O Discurso propõe um modelo quase matemático para conduzir o pensamento humano, uma vez que a matemática tem por característica a certeza, a ausência de dúvidas.

Discurso do metodo e a prova da existencia.
- Rejeitar como absolutamente falso, tudo o que  pudesse despertar a menor duvida.
- Considerando que estava sujeito ao erro como qualquer outra pessoa, rejeitar como falsas todas as razoes que anteriormente tinha tomado como demonstraçoes.
- Considerando que os pensamentos que temos quando despertados tambem acontecem quando estamos dormindo sem que nenhum seja verdadeiro, decidiu que todas as coisas que havia penetrado no seu espirito eram tao falsas quanto as dos sonhos.
- Querendo pensar dessa forma, que tudo é falso, e que era necessario que ele que o pensava era alguma coisa, e observando que essa era uma verdade, adotou como principio da filosofia que buscava:
“ Penso, logo existo.”( Cogito cartesiano ou proposiçao.)

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